INFORMAÇÃO
Na Primavera, Verão e Outono de 1916, um Anjo apareceu três vezes aos Pastorinhos, em jeito de preparação dos videntes para as Aparições de Nossa Senh ora, um ano depois. Os fenómenos que viriam a acontecer, não eram de todo fáceis de compreender, daí a importância daquele mensageiro em conduzir as três crianças no sentido de melhor compreenderem e difundirem uma mensagem que todos pudessem entender e interpretar com o significado que se pretendia transmitir.
Primeira Aparição do Anjo
Teve lugar na Loca do Cabeço, um local dos arredores de Aljustrel. Era um dia chuvoso naquela primavera de 1916. Na Loca do Cabeço haviam umas pequenas grutas, que ainda hoje se podem visitar, onde os Pastorinhos se abrigavam. Ao acalmar-se a tempestade os Pastorinhos saíram da gruta e foi quando se levantou um vento forte. A pouca distância dos Pastorinhos, no meio do olival, depararam-se com uma figura que tinha "A forma de um jovem de 14-15 anos, mais branco que a neve e transparente como o cristal atravessado pelos raios do sol, e muito belo", segundo palavras de Lúcia. Aproximou-se deles e disse "Não tinhais medo. Eu sou o Anjo da Paz. Rezai comigo". Ajoelhou-se e inclinando o rosto até ao chão pediu para rezarem três vezes "Meu Deus, eu acredito, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam". Depois levantou-se e disse "Orai assim. Os corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz das vossas súplicas". Dito isto o Anjo mais branco que a neve deixou as três crianças. Durante o resto do dia as crianças sentiram-se tão bem, que nem eram capazes de comentar o sucedido entre eles. O Francisco rezou de acordo com aquilo que ouviu dizer às suas companheiras, na medida em que via o Anjo mas não o ouvia.
Segunda Aparição do Anjo
Teve lugar cerca de dois meses mais tarde. O local escolhido desta vez não foi a Loca do Cabeço, mas o poço situado atrás da casa dos país da Lúcia. Era hora de sesta e tudo estava calmo, apenas as crianças brincavam nas traseiras da casa quando de súbito se deparam novamente com a imagem do Anjo que disse : "O que fazem? Rezai, Rezai muito. Os corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios". A Lúcia perguntou ao Anjo como se deveriam comportar. "De tudo o que puderdes, oferecei um sacrifício ao Senhor em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores". Os Pastorinhos começaram então a fazer sacrifícios e a rezar a oração que o Anjo lhes ensinou.
Terceira Aparição do Anjo
No Outono do mesmo ano encontravam-se os Pastorinhos a rezar a oração que o Anjo lhes ensinara, no local onde acontecera a primeira Aparição, na Loca do Cabeço quando de súbito o Anjo lhes aparece novamente. Esta Aparição teve a particularidade de o Anjo se apresentar com um Cálice na mão esquerda e uma Hóstia na mão direita sobre o Cálice e da qual caíam pingas de sangue. O Anjo ajoelhou-se ao lado dos Pastorinhos, deixando o cálice e a Hóstia suspensos no ar, enquanto lhes pedia para rezarem três vezes a seguinte oração: "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Sacratíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores". O Anjo levantou-se, tomou com ele o Cálice e a Hóstia que tinham ficado suspensos, deu a Hóstia à Lúcia e o conteúdo do Cálice ao Francisco e à Jacinta dizendo: "Tomai e Bebei o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o Vosso Deus". O Anjo ajoelhou-se de novo, rezando três vezes a mesma oração com os Pastorinhos, para depois os deixar com a sua missão já cumprida.
As Aparições de Nossa Senhora
A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje Ourém, Diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos. Por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco. A Senhora disse aos três Pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a Aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém. Na última Aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da Aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia ver-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917, na parte já revelada do chamado "Segredo de Fátima". Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência. Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora ao longo de todo o ano, num montante anual de mais de seis milhões de visitantes.
Os Videntes
Francisco Marto. Nasceu em 11 de Junho de 1908, em Aljustrel. Faleceu santamente no dia 4 de Abril de 1919, na casa de seus pais. Muito sensível e contemplativo, orientou toda a sua oração e penitência para "consolar a Nosso Senhor". Os seus restos mortais ficaram sepultados no cemitério paroquial até ao dia 13 de Março de 1952, data em que foram trasladados para a Basílica da Cova da Iria, lado nascente. O Francisco nasceu no dia 11 de Junho de 1908. Filho de Olímpia de Jesus Marto e de Manuel Marto, era irmão de Jacinta e primo de Lúcia, as outras videntes, Segundo as conversas de Lúcia com a Senhora do Rosário, Francisco seria levado para o céu, em tenra idade. Assim sendo o pequeno pastorinho julgava-se dispensado da escola e durante esse tempo ia para a igreja fazer companhia ao Jesus escondido. Em Outubro de 1918 o vidente adoece contagiado pela pneumónica ou "gripe espanhola". Mesmo doente, o Francisco continuou a oferecer sacrifícios para consolar Jesus ofendido por tantos pecados. Durante este período manifestou a vontade de não morrer sem antes Comungar. No dia 4 de Abril de 1919 acabaria por falecer às 10 horas da manhã. O seu corpo foi sepultado no cemitério de Fátima onde permaneceu até dia 13 de Março de 1952, altura em que os seus restos mortais foram trasladados para o lado nascente da Basílica, na Cova da Iria.
Jacinta Marto. Nasceu em Aljustrel a 11 de Março de 1910, com a mesma filiação do Francisco. Era dos três Pastorinhos a mais nova. Durante as Aparições via e ouvia mas nunca falou nem com o Anjo, nem com Nossa Senhora. Dos três videntes, Jacinta, talvez por ser a mais nova nunca resistia a contar as Aparições e todas as novidades à sua mãe. Tal como o Francisco, não se poupava a sacrifícios, sobretudo depois da "visão do Inferno", renunciando a beber água no verão, torturava-se com uma corda atada à cintura. No dia 20 de Fevereiro de 1920, cumpriu-se o que Nossa Senhora lhes havia dito na segunda Aparição: "Virei e Levar-te-ei comigo para o Paraíso". Morreu santamente no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, depois de uma longa e dolorosa doença, oferecendo todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Padre. Foi sepultada no jazigo da família do Barão de Alvaiázere, no cemitério de Vila Nova de Ourém. A 12 de Setembro de 1935 foi solenemente trasladado o seu cadáver para o cemitério de Fátima, e colocado junto dos restos mortais do seu irmãozinho Francisco. No dia 1 de Maio de 1951, efectuou-se, com a maior simplicidade, a trasladação dos restos mortais de Jacinta para o novo sepulcro preparado na Basílica da Cova da Iria, lado poente.
Lúcia de Jesus. Nasceu a 22 de Março de 1907, em Aljustrel, paróquia de Fátima, filha de António dos Santos e Maria da Rosa. Foi a principal protagonista das Aparições. Via, ouvia e falava com o Anjo e com Nossa Senhora. Como era a mais velha dos três videntes, tornou-se o principal alvo das gentes da aldeia e a pressão a que esteve sujeita foi tal que chegou a renunciar ao encontro marcado com Nossa Senhora, no dia 13 de Julho de 1917. Não fora a determinação da Jacinta e do Francisco em convencê-la, a sua decisão de não ir à Cova de Iria, esteve eminente. A 17 de Junho de 1921, ingressou no Asilo de Vilar (Porto), dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia, por decisão do Bispo de Leiria, debaixo de algum secretismo, na medida em que estava a ser submetida a interrogatórios constantes. Foi depois para Tuy, em Espanha, onde tomou o hábito com o nome de Maria Lúcia das Dores. Fez a profissão religiosa de votos temporários a 3 de Outubro de 1928 e, a 3 de Outubro de 1934, a de votos perpétuos. No dia 25 de Março de 1948, transferiu-se para Coimbra, onde ingressou no Carmelo de Santa Teresa, tomando o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. No dia 31 de Maio de 1949, fez a sua profissão de votos solenes. A Irmã Lúcia veio a Fátima várias vezes depois das Aparições: a 22 de Maio de 1946; a 13 de Maio de 1967, por desejo do Papa Paulo VI e aquando à sua visita na mesma ocasião para a celebração das Cerimónias do Cinquentenário das Aparições; em 1981, para dirigir depois no Carmelo, um trabalho pictórico sobre as Aparições; a 13 de Maio de 1982, durante a primeira visita do Papa João Paulo II ao Santuário, um ano após ter sofrido o atentado na Praça de São Pedro, no Vaticano; a 13 de Maio de 1991, por ocasião da segunda visita do Papa João Paulo II, no 10º aniversário do seu atentado e, por último, a 13 de Maio de 2000, data da 3ª e última visita do Papa João Paulo II ao Santuário de Fátima, quando proclamou “beatos” os videntes Francisco e Jacinta Marto. A Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado veio a falecer no dia 13 de Fevereiro de 2005. No dia 15, após as cerimónias fúnebres na Sé Catedral de Coimbra foi sepultada da forma como viveu, em clausura, de acordo com as normas da Família Carmelita, no Convento de Santa Teresa, para aí permanecer durante um ano. Foi vontade da Irmã Lúcia, que o seu corpo ficasse sepultado no claustro do convento, pelo menos um ano, para agrado das Irmãs, antes de ser levado para a Basílica de Fátima, cumprindo o seu desejo de ficar sepultada junto de Francisco e Jacinta, “(…) agradecendo a Deus e Nossa Senhora mais esta graça de que queiram Eles, levar-me a dormir o meu último sono sobre a terra, no Seu Santuário a Seus pés. Por tudo o meu hino de acção de graças”, escreveu a Irmã Lúcia ao Reitor do Santuário em 03 de Fevereiro de 1994. A cerimónia de transladação do corpo da vidente para a Basílica de Fátima acontece a 19 de Fevereiro de 2006, um dia antes da Festa Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta, que se celebra a dia 20 de Fevereiro, aniversário da morte da Beata Jacinta Marto.
Factos:
Irmã Lúcia – Trasladação para a Basílica do Santuário de Fátima a 19.02.2006
Programa:
08h30 - Eucaristia, no Carmelo de Coimbra (reservada à comunidade).
10h00 - Presença do corpo da Irmã Lúcia, na Sé de Coimbra. 11h00 - Eucaristia, na Sé.
12h30 - Partida para o Santuário de Fátima.
13h30 - Chegada ao Santuário - Rua Jacinta Marto, junto à XIV estação da Via-sacra.
13h45 - Cortejo para a Capelinha das Aparições.
14h00 - Recitação do Rosário.
14h50 - Cortejo para a Eucaristia, com colocação da urna na escadaria do Recinto de Oração.
15h00 - Eucaristia, no altar do Recinto.
Trasladação da urna para a Basílica. Tumulação.Procissão do Adeus, para a Capelinha.
A Beatificação
Os processos de beatificação de Francisco e Jacinta Marto, depois das primeiras diligências feitas em 1945, tiveram início a 30 de Abril de 1952, mas, pela sucessão dos bispos da diocese de Leiria-Fátima, impedimento e morte de vários membros do Tribunal, e ainda devido às modificações introduzidas após a realização do Concílio Vaticano II, os processos só foram entregues à Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, em 3 de Agosto de 1979, o do Francisco, e a 2 de Julho do mesmo ano, o da Jacinta. A mesma congregação aceitou como Postulador das causas dos videntes de Fátima, em Roma, o Rev. P. Molinari, SJ, que se dedicou ao desenvolvimento jurídico das causas. Como postulador "extra urbem", foi nomeado, em 14 de Dezembro de 1979, o Rev.P. Luís Kondor, do Seminário Verbo Divino. Os processos foram abertos, em Roma, em 20 de Dezembro de 1979. Os trabalhos de tradução do português para italiano terminaram em Fevereiro de 1982. Porém, em Abril de 1981, a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos estudou num plano de princípios, a possibilidade da beatificação e canonização de crianças não-mártires, abrindo, assim, perspectivas favoráveis à beatificação dos videntes de Fátima, Francisco e Jacinta Marto. Passo importante no processo de beatificação foi a publicação dos decretos de heroicidade de virtudes dos dois videntes, feita em 13 de Maio de 1989. A 15 de Fevereiro de 1988, foi entregue ao Santo Padre João Paulo II e à Congregação para a Causa dos Santos a documentação final levou o Santo Padre a proclamar "beatos" os dois videntes de Fátima, a 13 de Maio de 2000. O processo de beatificação pressupõe uma biografia da pessoa em causa, o encaixe histórico dos factos e testemunhos vivos das suas virtudes e actos de santidade e um milagre devidamente comprovado por uma comissão médica, mas que não tenha explicação do ponto de vista científico. O processo é avaliado numa primeira fase, por uma comissão de historiadores, numa segunda fase, por uma comissão de teólogos e por último por um grupo de Cardeais e Bispos, cabendo no entanto ao Papa a Declaração de Santidade. O passo seguinte à beatificação é a canonização. Exige também um milagre comprovado e quando for declarada a canonização, os dois Santos passarão a ter lugar em todos os Altares do Mundo.
Festa Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto a 20.02.2006
A 20 de Fevereiro de 2006, celebra-se, como habitualmente, a Festa Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, com o seguinte programa:
09h30 - Concentração das crianças das escolas de Fátima junto da Igreja Paroquial.
10h00 – Partida para o Santuário em oração, rezada e cantada.
11h00 – Celebração da Missa, na Capelinha das Aparições.
Visita de meio dia (4 horas)
Local de partida: Hotel escolhido
Hora de saída: 14h00 (a especificar em cada hotel)
Cidade a visitar: Fátima + Aljustrel + Ourém
Preço por pessoa:
Desconto para menores de 11 anos: a consultar
O preço inclui:
- Circuito em autocarro turístico (conforme o itinerário);
- Guias oficiais locais em português, italiano e inglês;
- Entradas no Museu de Cera, Casa do Administrador;
- Seguro de viagem;
- Todas as taxas de turismo e IVA.
O preço não inclui:
- Gratificações;
- Serviços não mencionados no programa;
- Extras de carácter pessoal.